Como usar o pensamento visual na avaliação do aluno

Colunas

Neste artigo, as educadoras Elisangela Goulart e Vanessa Giron compartilham suas experiências com o uso do pensamento visual no planejamento e execução do processo avaliativo dos alunos. Conheça as dinâmicas para avaliar não apenas o conteúdo absorvido, mas as habilidades desenvolvidas!

Na instituição em que trabalhamos, o Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, avaliamos os nossos alunos por competências, o que significa saber se o aluno consegue mobilizar os conhecimentos adquiridos e transformá-los em ações, ou habilidades, que também são avaliadas. Dessa forma, os alunos precisam desenvolver diversas habilidades atreladas a  valores, atitudes e conteúdos das diferentes disciplinas para atingir as competências necessárias.

Essa concepção de avaliação, na nossa opinião, é ótima, pois dá liberdade para o professor no momento de avaliar os seus alunos. Ele pode fazer uso de instrumentos diversificados, sem se prender apenas à tradicional avaliação individual escrita – a famosa prova. Assim, o processo de avaliação torna-se muito mais significativo e rico para professores e alunos, desenvolvendo nos estudantes as competências, as habilidades e  os valores essenciais para a formação cidadã e profissional.

Leia mais: Avaliar habilidades ou conteúdo? A avaliação no século 21

O pensamento visual no planejamento da avaliação


Planejamento da professora Elisangela Goulart para a disciplina de Projeto em Educação Ambiental.

Para nós, a prova é apenas uma das várias possibilidades de avaliar. Utilizamos vários instrumentos de avaliação na nossa prática docente; o pensamento visual tem um papel fundamental nesse processo, uma vez que nos ajuda a enxergar quais habilidades, valores e conteúdos queremos avaliar para saber se o aluno atingiu determinada competência. Ou seja, o pensamento visual nos ajuda a planejar, além das nossas aulas, o instrumento avaliativo pertinente para cada competência e habilidade, o que dá muito mais sentido ao processo de ensino e aprendizagem. A foto abaixo mostra o planejamento da professora Elisangela para a disciplina de Projeto em Educação Ambiental.

O pensamento visual como processo avaliativo

Além do planejamento, o pensamento visual também pode ser utilizado como ferramenta de avaliação, como mapa mental e mapa conceitual. O mapa mental deve ser usado para organizar informações e fazer relações entre as ideias, fazendo com que o aluno seja capaz de identificar processos e fenômenos, analisando suas causas e efeitos. Já o mapa conceitual é um facilitador na definição do objeto de estudo de forma visual e conceitual.

Essas ferramentas desenvolvem no aluno a capacidade de analisar, estabelecer relações, identificar informações, selecionar, classificar, pesquisar, definir procedimentos e observar dados, facilitando assim a sua habilidade de se comunicar e de transmitir conteúdos. Além disso, por serem ferramentas visuais, mapas mentais e conceituais estimulam também a criatividade, o pensamento não-linear, a organização do pensamento e a clareza ao transmitir ideias, que são inclusive critérios de avaliação.

Leia mais: Pensamento visual desenvolve a autonomia do aluno

O pensamento visual como indicador

Outro indicador da eficiência desse método de avaliação é que, para elaborar um mapa mental ou conceitual, o aluno precisa dominar o conteúdo estudado. E, se ele não tiver esse domínio, terá meios para identificar a sua dificuldade e saná-la, recorrendo ao professor ou realizando uma pesquisa. Assim, com os mapas dos alunos em mãos, o professor tem plenas condições de avaliar o conteúdo, a habilidade e a competência através de uma única ferramenta.

Essa atividade também pode ser feita em grupos pequenos ou com uma turma inteira, pois é possível construir mapas mais complexos de forma coletiva e colaborativa.

Para nós, não restam dúvidas de que a avaliação é crucial no processo de ensino e aprendizagem, mas ela precisa ser feita através de instrumentos variados, possibilitando um replanejamento constante das nossas aulas. Sabemos também que cada professor enfrenta uma realidade diferente e que, muitas vezes, precisa avaliar de acordo com as diretrizes da instituição em que leciona. Mas gostaríamos de deixar aqui esta sugestão de ferramentas de avaliação e do uso do pensamento visual, que tanto transformou a nossa prática docente!

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* Elisangela Goulart e Vanessa Giron são colunistas do InfoGeekie. Elisangela é professora e geógrafa de formação, com MBA em educação cognitiva. Professora desde 2010 no Centro Estadual de Educação Tecnológica “Paula Souza”. Utiliza o Design Thinking e o Pensamento Visual nas suas práticas educacionais desde 2015. Entre em contato: emottagoulart@gmail.com

* Vanessa Giron é formada em Letras, português e grego clássico, e mestre em Letras Clássicas pela USP. Professora desde 2011 e Coordenadora de Ensino Médio desde 2015, no Centro Estadual de Educação Tecnológica “Paula Souza”. Utiliza o Design Thinking e o Pensamento Visual nas suas práticas educacionais desde 2015. Entre em contato: profvanessagiron@gmail.com

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