MEC abre consulta pública sobre Enem online

O Ministério da Educação abriu esta semana uma consulta pública sobre o Enem online.

Ela pede sugestões para dois aspectos: a ampliação do banco de itens (questões) do exame e a melhoria da logística, segurança e aplicação da prova. A consulta estará aberta até o dia 17 e pode ser respondida pelo nesse link.
A possibilidade de adotar o Enem digital foi levantada pelo ministro da Educação, Cid Gomes, logo depois de sua posse, em janeiro. Por esse modelo, os estudantes deixariam de prestar todos no mesmo dia o exame, que teve 8,7 milhões de inscritos em 2014. Cada candidato marcaria a data em que faria a prova.
O Enem online tem dois caminhos. Ser apenas uma versão digital da prova única aplicada hoje a todos os candidatos ou uma avaliação adaptativa, em que um sistema computadorizado seleciona questões com base na resposta do aluno ao item anterior. Nesse caso, porém, o banco de questões do Enem precisaria ser muito maior do que hoje, na avaliação de especialistas – o MEC não divulga o tamanho do banco atual.
“Na prova única você tem gente de diferentes níveis, quem está lá embaixo tem muito pouco item para acertar e quem está em cima tem pouco item para errar”, disse Dalton Andrade, professor do Departamento de Informática e Estatística da Universidade Federal de Santa Catarina e considerado um dos maiores especialistas do País na Teoria de Resposta ao Item (TRI), base matemática do Enem. “O caminho é o adaptativo, de você poder modelar a prova de acordo com a proficiência do candidato.”
Dalton ressalta, no entanto, a importância de se ter um banco de questões robusto. “Precisa de um número bastante grande de itens, porque é muita gente fazendo as provas em períodos diferentes.”
O ministro estimou que com cerca de 8 mil questões para cada área do conhecimento já será possível fazer o Enem online. A montagem do banco é complexa porque todas as questões do Enem têm de passar por um pré-teste com grupos reduzidos de alunos, no qual é aferido o grau de dificuldade do item.
Hoje o MEC mantém em sigilo as questões, só liberadas para os pré-testes, em ambientes controlados. Cid Gomes acredita que isso não será mais necessário se houver um banco de itens maior e propôs que as questões sejam colocadas na internet para ajudar os candidatos a estudar. “Se a pessoa aprender com base nesse banco de dados, ótimo. Se ela for capaz de decorar (as respostas) é um gênio e merece uma vaga nas melhores instituições de ensino”, disse Gomes em janeiro à Agência Brasil.
O Enem digital pode ajudar a resolver os principais problemas enfrentados pelo exame, como a complicada logística de fazer as provas chegarem a locais distantes de todo o País e falhas de segurança. O caso mais gritante ocorreu em 2009, quando o furto de cadernos de prova da gráfica que imprimia o exame levou ao cancelamento do Enem. O último foi registrado no ano passado, com o vazamento do tema da redação para um grupo de cerca de 30 candidatos no Piauí.




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