Redes de ensino apostam na avaliação externa

O Colégio Objetivo de Indaiatuba, no interior de São Paulo, conta que sempre teve uma cultura de simulados como forma de preparação para Enem e vestibulares. Porém, desde 2014, a escola apostou na avaliação externa oferecida pela Geekie, o Geekie Teste, para diagnosticar ainda mais cedo e com mais precisão as dificuldades de cada aluno – e, assim, melhorar seu desempenho em exames nacionais.

“Percebemos que esse simulado era diferente”, conta Débora Razori, coordenadora do cursinho pré-vestibular do Colégio. “Ter uma prova com TRI (Teoria de Resposta ao Item) é único e provê uma realidade muito mais próxima do Enem”.

A Teoria de Resposta ao Item é a metodologia de elaboração de questões e provas usada pelo Enem, Pisa e Saeb. Assume-se que questões com níveis de dificuldade diferentes possuem também pontuações diferentes. Mas não é só isso: a TRI considera a probabilidade de acerto de um item dependendo do nível de domínio de um aluno. Na prática, isso quer dizer que, se um candidato acerta todas as questões fáceis, nenhuma média e uma difícil, a questão difícil será menos pontuada porque se entende que ela estava fora do seu domínio – ele ainda recebe pontos, mas não tanto quanto um aluno que acertou as questões médias e, portanto, teria essa competência. Saiba mais sobre a Teoria de Resposta ao Item aqui.

É esse o diferencial do Geekie Teste: ele traz uma avaliação externa que segue a mesma régua do Enem e, portanto, consegue prever o resultado dos alunos no exame oficial.

Simplesmente utilizar a TRI, entretanto, não garante resultados semelhantes a esses exames nacionais. Cada um deles tem uma régua, uma escala de proficiência padrão que permite que a prova seja comparada mesmo quando aplicada a grupos diversos (como o Enem, realizado ano após ano com alunos de diversas idades e regiões). É esse o diferencial do Geekie Teste: ele traz uma avaliação externa que segue a mesma régua do Enem e, portanto, consegue prever o resultado dos alunos no exame oficial.

Débora garante que a escola faz “um acompanhamento minucioso nesse sentido. Afinal, a Geekie nos fornece mais dados do que a maioria quanto aos rankings. Então, sempre queremos saber como se saíram os alunos que fizeram o simulado do Geekie Teste e, depois, o Enem”.


Participar da avaliação externa da Geekie trouxe resultados: quase 200 alunos foram aprovados em universidades públicas em 2015.

E se saíram muito bem, complementa! Apenas em 2015, o Objetivo Indaiatuba teve 329 alunos aprovados: desses, 196 entraram em universidades públicas através da nota no Enem e 19 passaram em um curso de medicina. Isso, lembra Débora, em uma cidade pequena, com 200 mil habitantes.

Os próprios alunos reconhecem a qualidade da avaliação externa, o que se reflete no engajamento. A rotina do Ensino Médio é pesada na escola; são aulas regulares pela manhã e, então, plantão de dúvidas, olimpíadas e aulas especiais pela tarde. No terceiro ano, o curso é de período integral e incluem-se as aulas de aprofundamento e redação – “eles vão sair da escola lá pelas sete, oito da noite”, comenta a coordenadora. Ainda assim, a maioria comparece para realizar o simulado do Geekie Teste fora do horário escolar. No último, 62 de 68 alunos estavam presentes.

Avaliação externa para quê?

Uma vez que os simulados são feitos, é como a escola decide trabalhar as informações que recebe que farão a diferença nos resultados nacionais. No Objetivo Indaiatuba, há cobrança para que os professores criem o vínculo entre a avaliação e a sala de aula, desde incentivando a participação da turma até analisando quais questões geraram mais dúvidas para essas sejam trabalhadas em sala de aula.

Outro colégio da Rede Objetivo, o Objetivo Porto Velho, aposta no mesmo caminho: parceiros da Geekie desde 2015, eles compilaram os dados obtidos nas provas anteriores para que servissem como base ao adaptar as metodologias de ensino em 2016. “Realizamos reuniões com os professores e alunos demonstrando os benefícios da utilização de relatórios que o Geekie Teste fornece na hora de fazer o planejamento. Isso despertou o interesse dos estudantes em serem diagnosticados e, dos professores, em traçar novas estratégias para reduzir lacunas na aprendizagem”, explica Philip Auzier Lima e Silva, coordenador do Ensino médio Integral da escola.

Esse ano, a intenção é ampliar a realização da avaliação externa do Geekie Teste, aplicando provas ao longo do ano como uma ferramenta no processo de ensino-aprendizagem. Elas permitem, afirma Philip, que intervenções sejam traçadas ao longo do percurso, não somente no final. “Com certeza, colheremos bons frutos nos vestibulares a seguir”.

Tendência para redes de ensino

Quando questionados sobre o que a rede Objetivo poderia oferecer como tendência para outras redes de ensino, Débora é categórica: “Não dispensar recursos. O que você agregar tem que ser bem feito, porque, se o trabalho é sério, o retorno é sério”.

Quanto a investir em avaliação externa, ela acredita que, mais do que publicidade vazia, os resultados é que falarão mais alto. “Outras escolas vão olhar para nós e querer replicar modelos de sucesso”, garante.

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