Professor usa WhatsApp para desenvolver capacidade argumentativa dos alunos

ESTE POST FAZ PARTE DE UMA SÉRIE QUE TRAZ DICAS PARA O USO DE REDES E APLICATIVOS SOCIAIS NA SALA DE AULA. NO ÚLTIMO, FALAMOS SOBRE O INSTAGRAM (CLIQUE AQUI PARA LER).

Que o WhatsApp pode ser uma boa ferramenta para a comunicação entre professor e alunos já é fato conhecido. Mas o aplicativo pode ter outra utilidade: melhorar a capacidade argumentativa dos estudantes. Foi isso o que concluiu o professor Nilson Douglas Castilho, que dá aula de redação e língua portuguesa no Colégio Marista de Londrina (PR).
O trabalho foi feito com seis turmas do oitavo e nono anos, cada uma com cerca de 35 alunos, e tinha o objetivo de combater um problema comum a todas as salas: a dificuldade de argumentação. “Queríamos um método que fosse prazeroso aos alunos e lhes permitisse desenvolver as habilidades que o gênero argumentativo pede”, conta ele. Leia seu relato para o InfoGeekie:
O método
“Com a ajuda da analista de tecnologia educacional no colégio, criei um grupo de discussão no WhatsApp para cada turma. Ali eu lançava um novo tema de atualidades a cada quinzena para que eles pudessem discorrer a respeito. Era obrigatório que usassem pelo menos um argumento. Eles também postavam vídeos e links de outras matérias relacionadas que enriqueciam a discussão. Depois do debate via WhatsApp, os alunos produziam um texto sobre o tema. Tanto as discussões quanto a escrita da redação eram feitos no contraturno. Na aula, eu selecionava alguns comentários para discutirmos juntos, e aí é que aconteciam, às vezes, alguns debates mais acalorados. Mas nunca pelo WhatsApp – lá eles sempre eram mais comedidos e procuravam embasar bem seus argumentos, pois sabiam que o professor estava acompanhando tudo.”
A preparação                                
“Houve um trabalho de conscientização na sala de aula, no qual deixamos bem claro que o grupo era especifico para essa tarefa e não devia ser usado para outros tipos de conversa. E funcionou: nada que pudesse denegrir o grupo aconteceu e o foco foi mantido. Os estudantes participavam bastante e viam aquilo como uma avaliação.”
Avaliação
“A avaliação foi contínua e envolveu o processo como um todo, tomando como base os comentários enviados. Também trabalhamos bastante em cima dos erros: quando algo requeria atenção, nós trabalhávamos isso em aula. É importante dizer que em nenhum momento exigimos que os alunos adquirissem um celular. Escolhemos trabalhar com o WhatsApp porque todos eles já tinham celulares e usavam o aplicativo com a autorização dos pais.”
Resultados
“Percebi que as turmas passaram a se esforçar bem mais para escrever bons textos e o grupo criou condições para que todos participassem mais. O WhatsApp não substitui a participação na sala, mas expor seus argumentos por escrito antes fez com que eles ganhassem mais confiança e estímulo para apresentar suas ideias em voz alta na sala. E isso tudo refletiu em seu desempenho: o número de alunos em recuperação caiu 50%. Além disso, o próprio colégio ganhou maior visibilidade: demos entrevistas e fomos convidados para apresentar esse case em congressos.”
Conhece alguma experiência bacana envolvendo o uso de ferramentas tecnológicas na educação? Envie sua história para o InfoGeekie no e-mail ana.prado@geekie.com.br.
 

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