Na primeira palestra do GEduc, Martha Gabriel aborda o conceito da Educação 4.0

Na fala da especialista em educação e vida digital, o destaque foi para a importância da preparação de estudantes e indivíduos para o ambiente digital. A professora finlandesa, Liisa Kairisto Mertanen, e Valter Longo, da Unimark Comunicação, também falaram sobre as implicações da tecnologia para a educação e o cotidiano das pessoas.

A velocidade dos avanços da tecnologia imputa mudanças aceleradas para a Educação. Se adequar às novidades representa uma possibilidade de usufruir ao máximo o potencial pedagógico das tecnologias e inteligências artificiais que são desenvolvidas para as escolas avançarem no processo de aprendizagem.

O GEduc 2019 comçou hoje, em São Paulo. Com três dias de programação e uma série de paineis e congressos, o tema central do evento é “Educação 4.0: A revolução nas instituições educacionais”. A abertura contou com a repesentantes de entidades educacionais de diversos estados brasileiros e com professor Alvaro Moreira Domingues Júnior, presidente do Sinepe (Distrito Federal), vice-presidente do CEDF, e ex-presidente do Fórum Nacional de Conselhos Estaduais de Educação (FNCE) abriu o evento.

“Educação 4.0 e a revolução nas instituições educacionais”

A palestra magna do evento foi ministrada por Martha Gabriel, especialista em inovação digital e educação. O tema da apresentação foi “Educação 4.0: A revolução nas instituições educacionais”. A questão central de sua apresentação foi a preparação necessária de profissionais e estudantes para associar a tecnologia à realidade e ao cotidiano.

Segundo a especialista, a tecnologia altera todas as relações do ser humano e essa mudança está associada ao ritmo com o qual essas inovações são criadas e disseminadas na sociedade. “O problema disso é que até o século passado era possível ter um panorama geral das tecnologias, mas atualmente a amplitude e quantidade das tecnologias não permitem mais ter essa visão global”, comenta a palestrante. Neste cenário, o ideal não é saber planejar, mas sim se preparar – algo que os professores e professoras precisam fazer com seus estudantes para que eles consigam aproveitar ao máximo as tecnologias que os rodeiam.

Martha ainda abordou algumas das características da Educação 4.0 e como a humanidade é afetada pelas inovações. Segundo ela, são questões centrais dessa nova realidade para o indivíduo: a importância do pensamento crítico e da reflexão sobre a hiperexposição no mundo virtual; considerar a sustentabilidade humana e a importância da saúde mental neste mundo acelerado; e a economia da atenção na qual a informação disputa o foco dos indivíduos e estudantes a todo momento. Todas essas características do ser social estão em constante alteração dada o ritmo de mudanças que a tecnologia imputa em nossa realidade. Como a complexidade desse novo ambiente é crescente, a tarefa imperativa é preparar estudantes que consigam lidar de forma cada vez mais sofisticada.

Assim, a mensagem central de Martha foi considerar que a Educação 4.0 baseia-se na capacidade de resolver problemas, com o auxílio da tecnologia quando se julga necessário.

Exemplos da Finlândia e desafios da nova gestão

Liisa Kairisto Mertanen, professora executiva da Universidade de Ciências Aplicadas de Turku (Finlândia), apresentou aos congressistas do GEduc o caso de sucesso da Finlândia na Educação. Fazendo coro com Martha Gabriel, a professora também ressaltou as mudanças constantes e aceleradas causadas pelas tecnologias. Seu foco, no entanto, foi a educação inovadora que prepara os estudantes para as necessidades do mercado de trabalho finlandês. Segundo ela, uma das lições do sucesso finlandês é ensinar inovação nas escolas e para isso mudar as formas de avaliação e da preparação dos professores e professoras para esta tarefa.

Leia entrevista exclusiva com a professora Liisa publicada no InfoGeekie: “Na Finlândia, uso de tecnologias gera valor para a educação e não é repreendida”

Para fechar a manhã, o especialista em Comunicação e Marketing, Walter Longo, abordou os paradigmas que a tecnologia quebrou ao longo de sua história, principalmente nos últimos anos. Em síntese, seu principal efeito nos hábitos das pessoas foi a individualização. Com o acesso a mais serviços e produtos possibilitados por novas tecnologias e processos, “a rotina individualizada assumiu papel central na rotina de cada um”, explica Valter. Assim, a personalização do ensino fica cada vez mais evidente no contexto atual.

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