Convivendo com a geração Z – Quem são eles?

Quem convive com adolescentes pode dizer que uma geração nunca é igual a outra. Você pode comparar os alunos de hoje em dia com os alunos de dez anos atrás, ou mesmo se comparar aos seus filhos adolescentes vai perceber que a época em que alguém nasce influencia todo seu comportamento. Os cientistas sociais sempre nomeiam essas gerações: você já deve ter ouvido falar dos baby boomers do pós-guerra, da geração X dos anos 70 e 80, da geração Y, que foi até o começo dos anos 1990. Pois agora dê boas-vindas à geração Z!

Definição desta nova geração

Nascidos a partir de 1995, eles surgiram na era digital. Não conhecem o mundo sem computador e internet e nunca se separam de seus celulares – companheiros desde a infância. A geração Z não sabe diferenciar o mundo online do offline: por estarem sempre conectados, eles veem tudo como um só. Já não falam mais de “amigos virtuais”, porque o relacionamento criado online tem tanto valor quando o offline. Os mais populares não são aqueles que se vestem melhor, nem os que têm mais namoradas na escola. A popularidade dessa geração é medida em likes – e eles fazem tudo por um like.
Quando nasceram, o pai e a mãe já trabalhavam fora, então não existe a referência da mulher como dona de casa. A maioria deles já não vive com ambos, seja porque são filhos de mãe solteira, seja porque os pais se separaram. Sendo assim, já estão bem familiarizados com os padrastos e madrastas.

Questionadores precoces

Na escola e no mercado de trabalho, esses jovens enfrentam algumas dificuldades: não conseguem lidar com figuras de autoridade ou horários fixos. Os pais são mais liberais do que os da geração passada, então os adolescentes ficaram mais críticos e independentes. Não aceitam imposições sem argumentos e a maioria prefere trabalhar em casa, abrir seu próprio negócio, ser seu próprio chefe. Eles são dinâmicos e autodidatas, mas precisam ser convencidos a aprender quando não compreendem porque estão estudando. São questionadores e têm bons argumentos.
A geração Z é a geração da informação instantânea, dos sites que se atualizam a todo minuto, das celebridades que compartilham suas vidas completas e das fotos que se autodestroem em dez segundos. Por isso, eles não se impressionam mais com coisas que acontecem todos os dias – acham a violência urbana normal e veem a AIDS – tema tão falado em 1995 – como algo distante de suas realidades.

Como lidar com esse jovem?

A resposta está na compreensão. Não adianta comparar uma geração a outra ou querer que a geração Z se comporte repentinamente como a geração X. São duas décadas diferentes, em que o mundo era diferente e, por isso, as pessoas eram diferentes. Se esses adolescentes preferem trabalhos mais dinâmicos e horários mais flexíveis, devemos dar isso a eles – com moderação, encaixando essas novas ideias no modelo escolar.
Devemos trazer a tecnologia que eles tanto amam para a sala de aula e deixar que estudem mais livremente os assuntos do currículo escolar. Debates de atualidades, defesa de pontos de vista e empreendedorismo estimulam o aprendizado e o tornam mais prazeroso.
É importante que a escola reconheça tanto o lado positivo quanto o negativo dessa geração sem deixar de lado a missão de transformar esses jovens em adultos competentes e bons cidadãos. Por isso, todos os membros da equipe escolar devem manter em mente as particularidades da geração Z e compreender que os jovens de hoje não são os mesmos dos anos 90 e, que serão os futuros pais dos jovens do amanhã.
Você já conhecia as características desta geração? Tem de lidar com algum deles em casa ou mesmo em sala de aula? Compartilhe sua experiência através dos comentários!


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