Os 5 erros mais comuns nas redações do Enem

O maior impacto na nota do Enem vem da redação. Para ajudar os seus alunos a mandar bem, listamos aqui alguns erros mais comuns. Evitá-los, com certeza, contribui para um bom resultado!

A redação é, muitas vezes, vista como o bicho-papão do Enem. Apesar de ela ter um grande peso na nota final, é possível tirar o desafio de letra e se sair muito bem nessa parte do exame. Capacidade de organizar e relacionar informações, construir argumentos e elaborar uma proposta de intervenção ao problema apresentado são algumas das competências avaliadas no texto e que são fundamentais para quem deseja mandar bem na redação. Larissa Freisleben, uma dos 250 estudantes nota 1000 na redação do Enem 2014, garantiu que o hábito de leitura foi determinante para o seu bom desempenho na prova.
Para as instituições de ensino é importante que os seus alunos tenham um bom resultado no exame para que a nota da escola também cresça no ranking nacional. E os professores têm um papel importante na preparação dos estudantes. É normal que eles cometam falhas no texto e por isso, listamos os erros mais comuns para ajudar os educadores a orientar melhor seus alunos. Vem ver!

Coloquialismo demasiado

Ao fazer uma redação, não é necessário usar palavras rebuscadas. No entanto, é necessário recorrer à norma culta, ou seja, usar a linguagem padrão. Nesse caso, é crucial evitar coloquialismos. As gírias, regionalismos, abreviações e o “internetês” devem ser deixados de lado. Assim, lembre aos alunos de ter cautela e não escrever “pra” no lugar de “para”, ou produzir uma redação que pareça uma conversa informal de amigos.

 Falta de coesão e coerência

A coesão e seus elementos conectivos fazem o texto ter ritmo, cadência e liga. Isso significa que você nunca deve abrir mão de conjunções, como “mas”, “no entanto”, “porém”, “e”, “não só”, “todavia”, e tantas outras. A coerência dá sentido à redação e mantém a relação lógica entre os acontecimentos e ideias para garantir a adequado compreensão do texto. Nesse aspecto, evitar fugir do contexto e usar argumentos lógicos é importantíssimo.

Uso de clichês

O último Enem teve pouco menos de 9 milhões de estudantes inscritos. Para se destacar em meio a tantos concorrentes e alcançar a tão sonhada vaga na universidade, é essencial ser original e evitar clichês. Uma das cinco competências do Enem exige que o estudante compreenda a proposta de redação e aplique conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema. Por isso os estudantes devem fugir de frases prontas, como, “quem planta, colhe”, “mais vale um pássaro na mão do que dois voando” ou “quem ri por último, ri melhor”. Ser diferente, pensar fora da caixa, usar argumentos sólidos e únicos demonstram autoridade e conhecimento sobre o assunto.

Pleonasmo

Cuidado com textos cheios de ideias e palavras repetidas, que dão voltas e voltas e sempre dizem a mesma coisa. Quanto mais repetitivos forem os argumentos, menos conhecimento o aluno vai demonstrar. A impressão que fica é a de que o candidato está enrolando e não tem capacidade de fazer um bom texto. Para não cometer essa falha, use o repertório léxico, prefira sinônimos em vez de repetições e diversifique os argumentos, sempre mantendo uma sólida linha de desenvolvimento.

Falhas gramaticais

Esse erro é grave. A gramática pega muitos jovens de jeito na hora da redação do Enem, especialmente em relação à regência, concordância, erros de pontuação, uso inadequado da crase e por aí vai. Veja estes exemplos:

  • Fazem cinco anos que o Brasil não vê tantas mudanças – O verbo fazer, quando usado no sentido temporal, não varia, pois é impessoal. Nesse caso o correto é: faz cinco anos que o Brasil não vê tantas mudanças.
  • Em 2014 houveram muitas manifestações – A exemplo do verbo fazer, o verbo haver é impessoal, então, o adequado é dizer e escrever: em 2014 houve muitas manifestações.
  • Há um ano atrás, o país sediava a Copa do Mundo – O verbo há já se refere ao passado nessa frase, portanto, não é necessário acrescentar a palavra “atrás”.
  • Sinto que é para mim fazer algo – A expressão “para mim” deve ser usada quando é um objeto direto, por exemplo: traga a pasta para mim. Na sentença citada anteriormente, o certo é usar: sinto que é para eu fazer algo. O mesmo vale para verbos como dizer, correr, comer, etc.

A lista de problemas gramaticais nas provas do Enem é grande, então sugerimos que antes do exame seus alunos revisem assuntos como o uso dos porquês, das crases, da pontuação, das palavras mal e mau, onde e aonde, e outros casos que sempre provocam dúvidas.
Com atenção aos fundamentos básicos da prova, é possível elevar a nota dos seus alunos. Lembre a eles sobre a importância de estudar e manter a calma. Aproveite os próximos meses até o próximo Enem para ajudá-los nessa preparação.
Ainda tem alguma dúvida, quer fazer alguma sugestão ou deixar sua opinião? Compartilhe seu comentário com a gente!
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