3 coisas que você precisa saber sobre avaliações escolares

Apesar de serem motivo de tensão para estudantes, avaliações são fundamentais em sua vida escolar. “Não há como falar de ensino eficiente sem falar da avaliação do aprendizado”, diz Camila Karino, Diretora de Avaliação da Geekie. “A partir dessa percepção das condições dos alunos é que o professor consegue nortear seus passos”, completa. Em agosto, a Geekie realizou um debate sobre avaliações que, além da Camila, teve a participação de Malu Serodio, diretora da ETEC Guaracy Silveira, e Alexandre Antonello, coordenador pedagógico do Pio XII. Os dois gestores têm tido sucesso ao utilizar dados vindos de avaliações externas para auxiliar na definição de planos pedagógicos em suas escolas. Também participaram dezenas de educadores e gestores de várias escolas do Brasil, que enviaram suas perguntas pela internet. Abaixo, destacamos alguns dos vários pontos importantes abordados ali. A conversa, na íntegra, pode ser vista neste link.

  1. O desafio envolvendo as avaliações

Muitas vezes, alunos e professores não veem as provas como algo que possa beneficiá-los porque, historicamente, elas parecem não ter objetivos claros que vão além de provar que se sabe algo. E essa ideia se fortalece com o fato de que seus resultados geralmente demoram para chegar e, assim, acabam não podendo ser utilizados a tempo. “O nosso desafio – e a Geekie também está comprometida com isso – é mudar esse quadro”, afirma Camila.

  1. Os diferentes tipos de avaliação

As provas podem ser de três tipos, de acordo com seus objetivos: diagnósticas, quando constituem a primeira etapa do aprendizado, para que a escola saiba em que nível o aluno está antes de ele começar a ter aulas; formativas, aquelas que acontecem no dia a dia, ao longo do processo, e envolvem um contato mais próximo entre professor e aluno; e somativas, as que ocorrem ao final do processo de aprendizado e servem para medir a evolução do aluno nesse período. Em relação aos agentes que aplicam tais avaliações, eles podem ser internos (quando são membros da própria escola) ou externos (quando são agentes de fora, como uma instituição, empresa ou governo). “Todas essas avaliações devem ser complementares: não existe uma melhor que a outra. Elas têm objetivos distintos e não podem ser excludentes”, explica Camila.

  1. A importância das avaliações externas

Uma avaliação externa, como o Enem ou o Geekie Teste, busca monitorar uma rede ou uma escola a partir de um modelo de prova e uma matriz de referência pré-estabelecidos, baseados em critérios nacionais. Enquanto a avaliação interna é necessária para perceber o progresso individual dos alunos, a externa é importante para que a escola saiba como se situa, como um todo, em relação ao país.
Como são mais abrangentes, sua construção exige uma rigidez técnica maior, com questões, pontuação e critérios cuidadosamente elaborados. Seus resultados, consequentemente, são mais confiáveis e geram dados essenciais para que a escola possa tomar melhores decisões pedagógicas. Como? Tendo uma visão mais geral do desempenho de suas turmas e comparando-o com outras instituições que fizeram a mesma prova, a escola consegue identificar seus pontos fortes e fracos e repensar métodos de ensino que aparentemente não estão funcionando tão bem como poderiam.
“Fazendo essa análise no Guaracy, vimos que, apesar de nossas notas estarem acima da média, temos um certo déficit em matemática. Com isso, a direção elaborou um plano junto com a coordenação pedagógica e nós começamos a incentivar tudo o que envolvesse essa matéria, como a participação dos nossos alunos em eventos e olimpíadas de matemática, física e astronomia. Com isso, já percebemos que eles estão vindo com mais questões para os professores e começando a ter mais vontade de aprender e se envolver”, conta Malu.
 

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